OQuadro

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about

OQuadro é uma das bandas, na Bahia, que representa uma tendência do Hip Hop intitulada New School (Nova Escola), que busca inovações estéticas a partir do diálogo com outros estilos musicais e movimentos culturais. As composições do grupo oscilam entre a bravura e a brandura, o local e o universal, além de suas múltiplas influências, sem deixar, por isso, de ser Rap.
Gravado nos estúdios da produtora Coaxo do Sapo e mixado pelo produtor e engenheiro de som, Buguinha Dub, o disco contém 11 faixas com a seleção do que o grupo melhor fez ao longo de cerca de 15 anos de estrada. Temáticas diversas nas composições, letras marcantes, com influência de outras artes, a exemplo da literatura e do cinema, apontam uma forma bem característica de expor a linguagem típica do Rap. Some-se a isso composições musicais que emanam influências que vão do Dub, passam pelo Afrobeat e flertam com o Jazz, Rock negro e Samba. Mesclados, tais ritmos constroem a identidade musical dos incansáveis garotos do sul da Bahia.
Com participações especiais, a exemplo de Guilherme Arantes tocando seus teclados e interagindo com a banda, a rapper paulistana Lurdez da Luz e do Mc Dimak, ajudaram a abrilhantar ainda mais o trabalho. A capa do CD foi assinada pelos conceituados artistas plásticos Izolag e Ananda Nahu.
É com imenso prazer que apresentamos o primeiro trabalho de estúdio desta banda de Ilhéus (Bahia).
Balança OQuadro!!!

"Em letras cortantes, temas perfurantes, um sonzaço seminal...Delírio total.
O Quadro é um quebra-coco arrasa-quarteirão , está com um trabalho que vai matar a pau !
De minha parte, estou pra lá de contente vendo esse fenômeno germinar!" (Guilherme Arantes).

“Interessante, original e simbólica a capa do CD de estréia de OQuadro, banda independente baiana que se encontra no auge da sua criatividade e musicalidade após mais de uma década no cenário musical percorrendo estradas, produzindo som de qualidade, dividindo o palco com artistas e bandas consagradas, se apresentado em todos os espaços possíveis e imagináveis, desde os clubes de cidades interioranas, faculdades, trios elétricos e praças públicas, ao Teatro Castro Alves, TV Cultura, e a bienal de cultura da UNE.” (Paulo A. Magalhães - professor universitário da UFBA).

Site Oficial OQuadro:
eusouoquadro.wordpress.com

credits

released May 23, 2012

Ficha Técnica:
Mixagem - BuguinhaDub;
Masterização - Gustavo Lenza;
Técnicos de Gravação - Gabriel Martini e Pedro Arantes;
Capa - Izolag e Ananda Nahú (Firme&Forte Records);
Arte Final - Filipe Cartaxo;
Produção Executiva - Edson Ramos / Ricardo "Ricô" Barreto;

Produzido por Buguinha Dub e OQuadro

Site Oficial da Banda: eusouoquadro.wordpress.com

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about

Coaxo do Sapo BA, Brazil

Encravada no meio da restinga do litoral norte da Bahia, a Produtora Coaxo do Sapo tem como proposta a geração de conteúdo fonográfico e visual, com foco na imersão total nos trabalhos a serem desenvolvidos. Nosso objetivo como produtora fonográfica é ser um ponto de encontro, um local de produção, possibilitando projetos sem interferências externas, num clima de sossego e paz. ... more

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Track Name: Balançuquadro
Balançuquadro
(Rans)

Conhecimento, discernimento, cultura, sabedoria eu sabia merda ao vento, raciocínio lento, já estou até prevendo seus pensamentos, objetivos, adjetivos, taxativos pronomes de tratamento. Bom dia Doutor, bom dia caro jumento. Final do segundo tempo, sem treinamento, faltou entrosamento. Protocolei meus argumentos, na fila no dia do pagamento. Sem leda sem lenço, sem documento, do luxo ao relento mais uma sem tirar de dentro. Não, ninguém está vendo nesse momento, a LUZ, ao que fizer jus entorpecendo seus maus pensamentos, e o pus, a goga, o excremento, é tempo e há tempos só os fracos que padecem. Defesa- ataque até que um dos lados cessem. Sonhos que apodrecem, cérebros que atrofiam, músculos que enrijecem, o louco que ficou certo, o certo que enlouquece. Não rezo em sua cartilha mas Deus escuta minhas preces.

Quais visões enfim compõem os lados do quadro, quais princípios enfim se encaixam aos quadros, se enquadram os fracos.

Mas onde estão os homens, os nomes, os sobrenomes, os que nunca estão presentes, os que sempre somem, fulano que morre de tédio, ciclano que morre de fome, pelo telefone na "corcó" mandaram chamar "os hómi". Sua identidade será mantida em sigilo absoluto, o curto culto aos incultos, inimigos explícitos, amigos ocultos, fantasmas espectros, vultos, que me rondam e me atormentam com insultos, por mais que eu conspire, por mais que eu pire ou fique puto, não queres que eu fale, então fala que eu te escuto. Só não conte que por esse segundo eu permaneça mudo, assim como o Curinga, assim como Lex Luthor, Public enemy, inimigos públicos. Rasteira geral na base da pirâmide social, strike, sua vida ou seu Nike, o Boy que "moscou" de walk man e bike, o pivete lhe flagrou e lhe meteu o "knife", estrangeirismos abrasileirados, sul-americanos norte americanizados, as tripas e os fato.
Track Name: Evolui (Bem Aventurados)
Evolui (Bem Aventurados)
(Rans . Freeza . Jef)

Ei meu fio, me diz o que te aflige, o sorteio da loteca? Os mistérios da esfinge? Devaneios que atingem em cheio seus nervos, tinge seus sonhos de cores, segredos, medos, receios. Confuso meio louco em meio a esse tiroteio. Devaneios nem tanto, delírios insanos, abstinência religiosa, overdose de ciência, contragolpe da consciência, milagrosa e honrosa missão, honrosa menção, tenebrosa reação, milagrosa função. Mas o sistema é assim mesmo, sistema social escroto, somado a um frágil sistema nervoso, conflitos de valores pode deixar qual quer um louco, desbaratinado a curto prazo, por ter levado À risca, por ter sido a isca, o homem é o que arrisca, insista e não se arrependerá, como já disse Raulzito, Tente outra vez...

Bem aventurados os que não morrem estagnados, benditos sejam os que evoluem...

Máquinas fantasmas produzindo ilusões. Nada parece ser, nítidas impressões me levam a crer. Mundo resumido,
indivíduos portando controles, possuídos por motores. Atores, mágicos, ilusionistas. E o caos prossegue à mística.
Apocalipse pré-escrito. Do fundo do poço gritos imploram por socorro, gritos em torno, lei do retorno. Piso certo na
selva de concreto. Enquanto lá atrás a babilônia cai, lucros são contados, justos eliminados em nome do dólar, a favor de quem explora. Liberdade restrita. Há um controle remoto em sua vida. Acorde, desligue, dentro de você há um líder. Há um líder dentro de você.
Pouco importa qual seja o sujo e estúpido motivo pra se jogar, num abismo qualquer, ou sei lá, algo do tipo. Sempre há um milésimo de segundo pra se repensar. Controle de qualidade na ação antecipar-se a uma possível reação. Injeção pra prevenir é bem melhor que injeção pra remediar. Eis a fórmula mágica a matemática natural a se aplicar. Eis a evolução como conseqüência da auto-revolução. Fé em Deus, dê a mão e siga em frente, correntes se quebrarão e portas se abrirão
naturalmente. Orgulho é merda, dinheiro é merda, cofres não comportam o tesouro real, conhecimento não se herda. Minhas raízes não me prendem me dão sustentáculo, cordão umbilical que alimenta meus tentáculos. Desvendando e reduzindo a pó
obstáculos enigmáticos. Um ponta-de-lança descendente africano, brasileiro, nordestino, sul baiano. Contra-atacando planos dos peçonhentos seres urbanos que só poluem, o professor conclui:Camisa 10 dos que evoluem!
Track Name: Seja Bem Vindo ao Meu Lar
Seja Bem Vindo ao Meu Lar
(Rans . Freeza)

Seja bem vindo ao meu lar
Meu universo particular
Mas limpe os pés antes de entrar

Eu me expresso inspirado em fatos concretos, sou eu Rans, um espectro do seu intelecto. Manifesto, indigesto, esforço não meço, falante meditante nunca hesitante circunspectro, simplificadamente complexo eu infesto, mentes vazias racionalistas sem nexo, jab direto cruzado certeiro no plexo, cuidados te peço com livros que te empresto.

Viaturas nas esquinas são como tanques na palestina, surto de dengue hemorrágica mata mais do que bloqueio Israelita a Gaza, no meu verso trago raiva, a rima sarcástica é como sacar uma automática. Olhar na cara do safado, imaginar seu corpo deitado no chão, seu sangue em minhas mãos, logo penso, e peço a Deus que me livre dos maus pensamentos. E sigo em frente na tranquila, de buzú, cortando a 101 de Norte city à Sonífera ilha, pra atrasar meu bonde tem de monte, faz fila. Nêgo veio no meu rastro, ficou na encruzilhada, se perdeu na trilha. Eu amplifico, equalizando os graves e médios do meu ego, dou um brilho. Menos contraste e mais nitidez, a cara fechada não é marra, é timidez.
Track Name: Planeta Diário
Planeta Diário
(Rans . Freeza . Jef)

Alerta vermelho, objeto não identificado. Infratores e invasores ameaçam nosso espaço. Seres do planeta OQuadro. Como quem desperta de um sono de milhões de anos eu me apresento, Freeza, além do tempo. Mais um novo membro da Circo horrores. Senhoras e senhores, telespectadores, escravos do novo mundo. Do universo ao fundo de um abismo profundo, minha mente como escudo. Longe daqui, distante disso tudo. Hipocrisia se alastra, guerra aqui, guerra na África, na Faixa de Gaza. Vidas conservadas em lata. Controle de população por código de barra. O fim está próximo acredite, dobre a esquina e dê de cara com o apocalipse.

Extra, extra, deu no planeta diário. Querido diário eu não sou desse planeta. Danos profetizados por Nostradamus. Agulhas negras no coração do império norte-americano. Rebuliço na sala de justiça, torre desabando. De Hiroshima à Kabul quem não for fiel vai tomar no c*. Buracos tapados costurados por retaliações. Desorganizações das nações desunidas. Petrodólares valendo mais que nossas vidas, de Bagdá à Quinta Avenida. Veias abertas, expostas, velhas perebas, do regime Talibã à obesidade do Tio Sam. Lágrima Afegã. Caos na grande maçã. Nova York contra o crime, “Antrax for human”. Esse é um trabalho para o Super-homem, só que o homem bomba destruiu a cabine do telefone. Da terra santa ao capitólio, correndo nas veias do capeta petróleo. Preço pago pela imagem e semelhança dos que não sabem, Bush pai - Sadan Hussen, Bush filho – Bin Laden. E o fim do mundo é um aperto de botão “ENTER”, a fé remove montanhas e World Trade Centers.

E eu aqui sentado na minha, apaziguado, baseado no astral que eu colhi no fundo do meu quintal. Livre das mãos do mal. Tráfico, dinheiro, negócios assassinos tentam reverter o meu terreiro. A mística do caos está por toda parte e é por isso que eu tenho o poder de transferir meu mundo pra longe, pra Marte. Minha cabeça um mundo a parte. Em Gothan city ou Metrópoles primeiro mundo é um só. E o resto é o de menos são os demais. Diferentes posições anais, canais, trágicos fins iguais. No fim tá todo mundo no sétimo mundo preso as correntes. Chega de andar em círculos. Vamos quebrar os lacres da mente numa vibe pra frente. Decifrando códigos e labirintos. Eu to no meio do jogo também não minto. Mas como para o primeiro grande Deus não há primeiro nem quinto, nesse Quadro eu também pinto, VRUUUH! Nem me viu!
Track Name: Valor de X² (Parte 2)
Valor de X² (Parte 2)
(Freeza . Jef)

Quero ganhar dinheiro sim. De onde eu vim, felicidade só com dindin. Arte como meio ou como fim, Mister Mainstream, responde essa questão pra mim.

Acredito e faço por amor e o que vim é consequência, to nem aí, seja lá o que for. Dinheiro ou a cobrança do tempo batendo na sua porta. Sem trabalho, sem grana, vários vão te virar as costas. Vão dizer : “Ahhh nêgo Freeza ? Maior vagabundo, quer nada!”. Engano seu parceiro, eu sei que nada na vida vem de graça e nem por isso eu sou o último nem o primeiro a acreditar
numas paradas que quase ninguém acredita, e nêgo abraça, sabe por que é né? É porque é verdadeiro. Coisa que tu num é, né?
Mas tudo bem, tá massa. Faz o seu que eu faço o meu, só não embassa, que eu to ligado que com tempo o vento passa e leva a máscara. Aí fudeu vacilão, perdeu. O que tiver de ser, será meu.

Quero ganhar dinheiro sim. De onde eu vim, felicidade só com dindin. Arte como meio ou como fim, Mister Mainstream, responde essa questão pra mim.

Mas será isso? Ganhar dinheiro? Ficar barão? Fazer minha mãe chorar no arquivo confidencial do Faustão? Comer as melhores bundas, só as queimadinhas da plim plim? Ser o próximo astro convidado de Jaime Monjardim? Música no rádio, lotar estádio, champagne no camarim, mil toalhas só pra mim. Mamãe agora eu sou artista, já não posso colar com os caras lá do alto da Conquista. Esqueça que meu pai foi motorista e que a senhora já vendeu assinatura de revista. Agora sou celebridade, acima de
Deus, do diabo, e da verdade. Pense aí os melhores carros, casas, iates, cherokee na garagem, já troquei de cara e idade, cirurgia na identidade. Compro com respeito card até as velhas amizades. O mau humor espontâneo automaticamente trocado por um sorriso instantâneo. Adquira já seu Kit Fama e o sonho de acordar com uma nova beldade na cama. Eu trago grind core na
manga, enquanto no rádio nêgo espera meu rap com samba.
Track Name: Sapoca Uma de Cem
Sapoca Uma de Cem
(Ricô)

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Track Name: Tropeços / Percalços
Tropeços / Percalços
(Rans . Freeza)

Murro em ponta de faca, tapa na cara do panaca, o velho idiota, a velha lábia, ladra e não abala, a mesma pala, levando chumbo, chupando bala. O mala sem alça não entendeu meu texto, só de pretexto eu vou inserido no contexto, falei com Deus mas não rezei o terço, sem muito apreço adaptei-me ao clima tenso. Ainda não familiarizado com esse ambiente decadente, penso, gente, variadas vertentes únicas, entes, parentes, do prego intransigente ao camarada deprimente. A placa com a seta invertida indicará a saída, em armadilha de Caipora seguindo pegadas de Curupira, as únicas pistas verídicas e frias, data de validade vencida, indo com muita sede ao pote de inseticida. Suave veneno letal destilado, o datado inovador real manifestado, o gado ficou bicudo cheirando bicarbonato, invado das portas do fundo ao palco, minha alma não fede mas também não cheira a talco.

Tropeços, percalços, prego enferrujado entrando em pés descalços. Tropeços, percalços, cachê miado pago com dinheiro falso.

Desastre meu caro, encontrar-te, empecilhos à parte, suposta semelhança em contraste, arte colocada em cheque e mate (ou morra) pelo que não duvida, dívida paga enquanto tiver vida. Venho velejando vendo várias vertentes vendadas vendidas, vez ou outra que nada, ou quase nunca, vislumbra as vestes que lhe envolvem na penumbra. Tiro na nuca, tapa na cara com luva de pelica. Penas, plumas, espumas, loucura na guerra, na luta fazendo música, rimando na chuva. Astúcia de um puma em fuga, destreza de um cão se livrando das pulgas. Deus ajuda a quem cedo madruga e não a quem gelo enxuga.

Buscando forças no gueto, sinceridade, humildade na coragem de um simples preto. Postura que incomoda, arte que causa medo. Disciplina urbana. Inconformado com o drama, falsidade, mulher, grana. Eu pago o dobro. Procurado vivo ou morto. Feio e perigoso. Correndo risco, no meu sonho insisto. Olho aberto pro safado, plantado pro inimigo. Visto as armaduras e vou pra arena. Então trema, porque os neguin aqui é problema. Então trema porque OQuadro na cena, lado a lado representa.
Track Name: Fogos de Artifício Para o Precipício à Vista
Fogos de Artifício Para o Precipício à Vista
(Ricô . Jef)

Partiu em mil pedaços no céu
Provou os pés descalços no chão que se abriu
Revelando assim o teu sabor
Correu de encontro ao vento do sul
Tentou virar na esquina do mar
Se perdeu, gelando assim o meu calor

Soltem foguetes pro seu caminho vão
Voltem para casa com medo e sem razão
Joguem suas redes de arrasto para os céus
Velem para o cais que o mar não tá pra peixe, não!

Rema rema ê sinhô
Rema rema mainha
Rema rema secretário
Rema rema o meu orixá
Rema rema Xangô
Rema rema Mãe Ilza
Rema rema Jahmarraparai!

Não abandone o barco!

Essa noite eu quero ver o sol aparecer
Toda dia escurece no anoitecer
Sentindo frio no meio dessa multidão
Quem disse que amanhã não tem carnaval
Subi no alto mas a vista eu não alcancei
Desceu raios e trovão mas não adiantou
Sei que tá tudo certo com o meu caminhar
Vem que eu te mostro o que é que há.
Track Name: Tá Amarrado
Tá Amarrado
(Rans . Freeza . Jef . Dimak)

Roupa aprova de agulhas pra boneco vodu, gaiamum pro Santo cevando na farofa de dendê, caruru de terreiro pros nativos e pros forasteiros comer, vela acesa pra poder ver os caboclos descer. Meu rap, a ladainha, minha preza, minha prenda, vatapá transgênico a entidade rejeita na oferenda, baiana malandra, rodando com saia de renda, se for pra me impedir de tocar tambor, me prenda. Meu corpo fechado não quer dizer que eu sou tapado, bola de cristal líquido não vai mostrar o meu passado, erva solta natural é coisa de Deus, amônia em bagulho industrializado é arte do diabo. Do lado de fora da igreja pregada no portão, uma placa me alertando cuidado com o cão, nenhum curso de alfabetização vai te ensinar a ler mão, minha evolução eu busco agora não vou esperar outra encarnação.

Tá amarrado em nome do quadro,
rimas mandingas cantigas pra espantar o seu mal olhado.
Tá amarrado em nome do quadro,
pé de coelho, carranca, raggamuffin, patuá, dente de alho.

Pé de pato, mangalô, na fé e no flow. A resistência do pai de santo contra o discurso do pastor. Mandinga na rima. Mc entidade espírita, quebrando mau-olhado, tá amarrado. Na mão um microfone, uma cruz e dente de alho. Preto velho sentado, sossegado, fumaça pro alto. Minha corrente é e sempre vai ser do bem. Positive vibration pra você também.

Deus é o justo, o resto é vodoo. Quem não for fiel... Vai de reto homem, que eu vou a torto e à direita. O nó cego tá dado no laço, jogado no espaço. A minha seita é o hip hop. Oferenda na encruzilhada, scratch e batucada aplicando eletrochoques. Os loucos estão soltos, moldados a ferro e fogo. Calça big e dreadlocks. Pai Rans, Pai Jef, Pai Freeza e Pai Dimak, invocando novos toques. Universidade mística contra suástica, pela alma, nem clone nem plástica.

Tá amarrado....

Em beats de atabaque a minha rima flutua, ideias que fazem ataque os seres de alma obscura, que estão em toda parte e
na multidão se mistura, e não entende a arte das entidades da rua. Meu nome em boca da sapo não vai encontrar, carrego
arruda na orelha pra me guardar, folhas sagradas faço uso pra me libertar, de paciência e disciplina que vou me guiar.
Track Name: O Soco
O Soco
(Ricô . Victor Santana)

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Track Name: Música das Músicas
Música das Músicas
(Rans . Jef . Freeza)

Escuta a Música das Músicas, não enrusta a sua essência, não vista a carapuça, que cobre que cega, que expulsa, boas intenções vem de nossos corações. E bota pra fora e aflora e aguça, vivos, divinos sentidos, é frio é quente, energizante, onipresente, consciência pra escuridão, Luz pro inconsciente, nada te castra te prende, entende, compreende, somente o eterno presente, ainda que tardio fio, ainda que recente, o véu que se caí mil demônios e a mente.

Ativem seus sensores, desliguem seus televisores. Cabos conectores plugados em novos consoles. Bloqueiem os mentores e seus computadores. Observem o espetáculo das flores.

Escuta a música das músicas,
escuta a música das músicas,
escuta a música das músicas.
Agucem seus ouvidos para as músicas.
Escuta a música das músicas,
escuta a música das músicas,
escuta a música das músicas.
Sintonizem suas antenas para a música das músicas.

Percepção divina que me guia pelo caminho do meio, não me deixando perdido meio a cego em tiroteio. Ver e não sentir, sentir e não ver. Conhecimento é poder. Perto do fim. E assim a música das músicas ecoa. A consciência plena. Essência boa. O simples despertar que o universo abençoa.

Ilusão Maya, por um fio por um triz, quem não viu dejavú e a falha na Matrix. A falsidade da realidade, veracidade e ilusão, prisão na caverna de Platão, mero reflexo do que há de mais belo, humanóides enfermos, internos, imersos no inferno astral, perdidos em conceitos entre o bem e mal.

O mesmo temporal que irriga e nutre a vida proporciona o caos.

Escuta a música das músicas.....

Termômetros anacrônicos a mil grau.
Elevadores pro cume da montanha espiritual.
Torna-se uno, enquanto o mundo muda.
Eis a música das músicas no silêncio de Buda.