Amores Brutus

by Amores Brutus

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about

Amores Brutus, tem na definição do próprio nome da banda, o equilíbrio entre os extremos. A brutalidade da realidade em que vivemos em contraponto aos sonhos e sons, dores e amores. No final, o “bruto” a que o nome faz alusão é o material bruto que o ser humano ainda é; “bruto” no caminho de evolução que ele busca.

O disco tem em seu conceito cores fortes no som e nas letras que trazem uma ótima carpintaria de composição, com linhas muito bem escritas, repletas de referencias e questionamentos e dispostas de uma maneira direta e poética.

Amores Brutus são descendentes legítimos da linhagem oitentista do rock nacional: canções fortes e bem feitas – com melodias e arranjos desenhados a mão. A banda traz um frescor; uma urgência e originalidade que fazem de sua estreia algo novo e marcante.

Compre e/ou ouça o disco na sua plataforma digital favorita:
hyperurl.co/ppl1hq

A banda tem menos de 02 anos de atividade, mas conta com um cantor e compositor (Paulo Duarte, ex-Animais Poéticos) que possui uma bagagem musical de mais de uma década de atividade, e que se aliou a grandes músicos para tocar suas composições que não paravam de chegar.

O grupo fechou o acordo de lançamento com a gravadora Coaxo do Sapo, de Guilherme Arantes, e prepara o seu show de lançamento no dia 10/05, na capital paulista.

Do esmero com o som, ao cuidado com a arte gráfica de todo o CD, que permite ao ouvinte uma viagem de letra por letra enquanto ouve as 11 faixas e debulha a extraordinária capa do disco. Uma capa icônica. Que traduz em uma única imagem, a história do passado e do presente de nosso país e que indica através do som visceral desta nova banda, um caminho para um futuro de dias melhores.

Conheça Amores Brutus: facebook.com/amoresbrutus
Ano: 2015

credits

released May 5, 2015

Ficha Técnica:

Amores Brutus:
Paulo Duarte – Voz Principal, Guitarras, Piano e Composições;
Artur Gouveia – Guitarra;
Paula Padovani – Bateria;
Paulo Alves – Baixo e Lap Steel (faixas 06 e 11)
Paulo Domingues – Teclado

Musicos Participantes:
Gabriel Martini – Piano Elétrico, Piano e Clavinete (Faixa 02); Órgão Hammond e Piano Elétrico (Faixa 07); Piano Elétrico (Faixa 08);
Thiago Perozzi (Trompete), Danúbio Pantoja (Sax Tenor) e Leandro Febras (Trombone) – Trio de Metais na Faixa 09;

Produzido por Pedro Arantes, Gabriel Martini, Artur Gouveia e Paulo Duarte.

Este disco foi gravado no outono e na primavera de 2014, nos estúdios:
Coaxo do Sapo / Bahia – técnicos de gravação: Pedro Arantes e Gabriel Martini;
Costella Estúdio / São Paulo – técnico de gravação: Chuck Hipólito, com assistência de Tiago Lins, Paulo Senoni e Bruno de Castro;
Estúdio DAS / São Paulo – técnicos de gravação: Pedro Becker e Nicolas Csiky;

Mixagem: Pedro Arantes e Gabriel Martini
Mix Final realizada no Eco Estúdio – São Paulo (com assistência de Bruno de Castro);
Arranjo de metais: Paulo Duarte e Gabriel Martini;
Masterizado por Fernando Sanches no Estúdio El Rocha – São Paulo;

Todas as letras compostas por Paulo Duarte
Exceto: “Tudo de bom” – Música por Paulo Duarte e Clécio Luiz.

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about

Coaxo do Sapo BA, Brazil

Encravada no meio da restinga do litoral norte da Bahia, a Produtora Coaxo do Sapo tem como proposta a geração de conteúdo fonográfico e visual, com foco na imersão total nos trabalhos a serem desenvolvidos. Nosso objetivo como produtora fonográfica é ser um ponto de encontro, um local de produção, possibilitando projetos sem interferências externas, num clima de sossego e paz. ... more

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Track Name: A quem falaremos de amor
A QUEM FALAREMOS DE AMOR
(Paulo Duarte)

A quem falaremos de amor?
A quem falaremos de amor?
Às crianças mortas nas chacinas
ou as que serão tiradas das barrigas das meninas?

A quem falaremos de amor?
Aos presídios em ruínas
Às pessoas que se vendem e são vendidas nas esquinas?

A quem falaremos de amor?
Às famílias destruidas
ou às vontades sufocadas, sufocadas e esquecidas?

A quem falaremos de amor?
(A quem não sabe o que fazer pra conseguir comida)


Quando sai você se arma porque crê em auto-defesa
Sempre soube o que era certo pra você
mas não tem mais certeza
Faz força demais pra esquecer da própria fraqueza
E é capaz de se sentir menos só com a TV e as luzes acesas.

Por falta do que dizer
A gente diz :"-Bom Dia!"
Por nada poder fazer
A gente faz o que não podia
Por não querer nem saber
A gente esquece tudo o que sabia
De tanto dever pra viver
A gente vive como não devia

A quem falaremos de amor?
A quem falaremos de amor?

A quem é só um número
A quem não tem nome
A quem não tem voz pra dizer

A quem é só um número
A quem não tem nome
A quem não tem nada a perder
Track Name: Celas de aula
CELAS DE AULA
(Paulo Duarte)

Há dias de fogo e de espada,
Dias em que um véu encobre a luz
Dias em que não acredito em nada
Dias em que a treva te seduz

Nestes dias as crianças guardadas nas celas de aula
Aprendem que na vida não...
Não vale a pena ter pena de nada!

Um dia a criança abortada
Sentará na mesma mesa com seus pais
Um dia a pessoa assassinada
Voltará pra perdoar o seu algoz

Neste dia as crianças guardadas nas celas de aula
Aprenderão que da vida não...
Por mais que queiram, não se leva nada!

Você com seu dinheiro ensanguentado pelo sangue de alguém que não é nada pra você
Você que arrasta o lixo todo pra debaixo e acha muito confortável
Que outros morram por você

Então vem, vem filha da puta,
Vem dar um rolê, na periferia, vem sentir cheiro de gente,
Vem descobrir o que você sente, quando um pobre tocar em você.
Então vem, vem filha da puta,
Vem dar um rolê, na periferia, vem sentir cheiro de gente,
Vem descobrir o que você sente, quando um outro homem tocar em você.

Não creio em justiça pelas próprias mãos
É tudo irmão matando irmão
Não creio em justiça pelas próprias mãos
É tudo irmão matando irmão
Não creio em justiça pelas próprias mãos
É tudo irmão matando irmão
Não creio em justiça pelas próprias mãos
É tudo irmão matando irmão

Você com seu ódio e o seu descaso,
seu modelo de negócio e o seu medo do fracasso
Tudo é você, você, você
Você que ter e ter e ter

Eu quero mais ser do que ter,
Quero sentir pra existir
Queremos tanto, tanto e tudo
e o mundo todo está em nós!

Há dias de fogo e de espada,
Dias em que um véu encobre a luz
Dias em que não acredito em nada
Dias em que a treva te seduz

A gente luta pra que estes dias fiquem para trás
E cada dia seja um dia de luz
E todo dia seja um dia de paz.

Não creio em justiça pelas próprias mãos
É tudo irmão matando irmão
Não creio em justiça pelas próprias mãos
É tudo irmão matando irmão
Não creio em justiça pelas próprias mãos
É tudo irmão matando irmão
Não creio em justiça pelas próprias mãos
É tudo irmão matando irmão
Track Name: A vida dos santos
A VIDA DOS SANTOS
(Paulo Duarte)

Eu já andei por mil caminhos de espinhos
que nem me importo se ainda houver bem mais
Eu já andei com o escuro, assim, sozinho
com muito medo de virar e olhar pra trás

Eu tenho raiva da raiva que não serve pra nada
porque ninguém faz nada pra mudar
E a razão da minha angústia e minha mágoa

é que eu queria te dar,
mais do que uma vida ordinária e vulgar

Mas, e essa dor no meu peito?
E esse choro no escuro?
E esse grito engasgado?
E esse "céu vagabundo"

desse circo bizarro
que armaram pra comprar o que eu não quero vender
O mesmo circo bizarro
que insiste em me vender o que eu já tenho de graça

Por favor, não se sinta só
Que eu vim, foi pra lutar aqui (com você)
contra essa gente de mãos sujas e alma feia!

E você diz que conhece o amor,
mas nunca viu o amor verdadeiro
aquele que te pega pelas mãos

e faz uma revolução no teu mundo inteiro
traz paz pra cabeça e pro coração

Porque o Deus que eu amo não me cobra pelo amor que me dá
Não me culpa, não me julga, não condena,
não faz falsas promessas

Por favor, não se sinta só
Que eu vim, foi pra lutar aqui (com você)
contra essa gente de mãos sujas e alma feia!
Track Name: Campo minado
CAMPO MINADO
(Paulo Duarte)

Ainda lembro o sol em cada segundo
Eu e você e ninguém mais no mundo
E aquela voz bem lá no fundo gritando:
"-I wanna love you"

Eu vou gritar até perder
eu estou trancado aqui dentro de nós
E agora quem vai me salvar, se você jogou a chave fora
e foi embora

Quando você tava comigo
Eu não dava bola pro perigo
Quando você tava comigo
Minha vida fazia sentido
Quando você tava comigo
Eu conheci a paz

Ela chorou e neste instante eu achei que a amava
Eu também chorei bastante quando ela não olhava
Ela achou serem importantes os segredos que eu guardava
Então guardei dela o segredo de não ter guardado nada

Ela quis me proteger e me escondeu atrás de si
Eu me fingi do que não era e na frente dela me escondi
Ela virou a minha culpa e eu virei a cura dela
Ela virou a minha sombra, e hoje eu sou a sobra dela.

Quando você tava comigo
Eu não dava bola pro perigo
Quando você tava comigo
Minha vida fazia sentido
Quando você tava comigo
Eu conheci a paz

Mas acontece que o meu coração
Cansado de ser pisado
Agora resolveu virar campo minado.
Track Name: Amor não é política
O amor não é política
(Paulo Duarte)

Eu nunca me preocupei com a cor da pele que você vestia
se na hora de sofrer, você sentia o que eu sentia.

E foi difícil de admitir, mas eu...tinha vergonha de mim,
vergonha do espelho,
de aceitar o meu erro e crescer.
vergonha de falar pra você:

"-Faz tanto tempo que eu quero ser feliz,
que eu já não sei mais se eu quero ou se eu quis".

Eu te esperei, desesperei,
você não veio, você não vê.

Que o amor, o amor não é política
e eu vou amar,
eu vou amar, quem eu quiser.

O amor, o amor não é política
tem que lutar pra ter
perder pra aprender
a dar sem receber nada em troca.


"-É que eu cresci cercado por paredes
Eu cresci cercado por serpentes
E mesmo que as paredes tenham ouvido o meu gemido
eu duvido que elas possam amar a gente!"

(porque) o amor, o amor não é política
e eu vou amar,
eu vou amar, quem eu quiser.

O amor, o amor não é política
tem que lutar pra ter
perder pra aprender
a dar sem receber
nada em troca.
Track Name: Queda livre
Queda livre (vinheta)
(Paulo Duarte)

Despejado da zona de conforto
se jogou na vida e o pára-quedas não abriu
e na queda livre
se sentiu mais livre do que nunca
e desejou
que nunca a queda encontrasse um fim

Mas enfim, veio o fim
e ele descobriu
que "a vida continua"
assim que os seus dois pés tocaram o chão
assim que os seus dois pés tocaram o chão

"a vida continua"
assim que os seus dois pés
tocarem o chão.
Track Name: Natália
Natália
(Paulo Duarte)

Não,não,não...
Não adianta correr
Se alguém tiver que sofrer vai sofrer,
Não vai ter como evitar

Não comigo não
Não há lugar pra esconder
É bem maior do que eu e você
Você vai ter que encarar

"- Todo mundo tem seu dia e sua hora"
"-Sabe eu te amo mais to dando o fora"
"-Tremeu a terra igual a tua voz"
"-Baby não sei o que vai ser de nós"
"-Não sei se aqui é o princípio ou o fim"
"-Também não sei o que vai ser de mim"
"-Meu nome e o seu escreveu no meu peito com uma navalha"
Sempre te amarei...
Natália, Natália, Natália.

De tanto amar eu só tomei porrada
Em cada soco que levei, eu acho que ganhei experiência acumulada
Gozado como a vida é tão cruel e sádica
Desde pequeno a gente aprende a se torturar e dar risada
Depois que cresce a gente vê que é tudo igual não mudou nada
Então se monta na tristeza, então se morre, então se mata...
Então se mata.
Track Name: Tudo de bom pra você
Tudo de bom pra você
(Paulo Duarte)


Eu não tenho culpa,
Você não tem também
E ninguém , ninguém , ninguém mais tem.

Nem outra desculpa
Pra tentar te convencer outra vez
Dessa vez, não meu bem, não tem "talvez"

Eu posso até estar errado
E posso até tentar, me arrepender
Mas é melhor sonhar acordado
Do que dormir sonhar, sonhar
e não viver, não viver, não viver

Tudo de bom pra você
Eu sei vai ser melhor assim
Um dia você vai entender
Que eu só quis te proteger, te proteger.

Tudo de bom pra você
Eu sei vai ser melhor assim, baby
Um dia você vai entender
Que eu só quis te proteger,
te proteger de mim.
Track Name: Mãe, eu tô tentando
Mãe, eu tô tentando
(Paulo Duarte)

Mãe eu tô correndo contra o tempo
Que parece o tempo todo estar correndo contra mim
Ainda carrego aquela prece e aquela pressa,
o preço e o peso do apego
às coisas que eu não consegui.

Mãe eu tô amando tanta gente tão errada
Que eu tô achando que o erro tá em mim
Eu tento, eu juro e o que eu escuto é tanto "não" e é tanto "nada"
Que foi "nadando" que eu ainda não morri

Mãe eu tô torcendo e contorcendo
Pra que a sorte mude o vento
E o que é meu chegue em mim
Eu tô batendo e apanhando
Eu tô caindo e levantando
Eu tô sonhando com a vida que você sonhou pra mim

Mãe eu tô tentando
o melhor de mim
Mãe eu tô tentando
Um dia eu ligo pra dizer que consegui.
Track Name: Estragos unidos
Estragos unidos
(Paulo Duarte)

Eu, você, nós dois....
E quem mais (es)tiver ouvindo
Eu, você, nós dois....
Somos os estragos unidos

Bate palma pro otário (que é você)
Pro político e o ladrão
pro vandalismo incendiário e centenário dispersando a multidão

Bate palma pro pastor que te garante a salvação
Bate palma pro empresário bilionário que vai patrocinar a seleção
Bate palma pra polícia, mal-armada e mal-amada
Bate palma pra memória desse povo
que apanha e não lembra de nada

Bate palma pra quem bebe, bate, mata e foge sem olhar pra trás
Pra quem é cúmplice, acoberta, justifica e acha que não fez nada demais.
"-Cê sabe com quem tá falando?"
"-Cê sabe quem são os meus pais?"
Disse o homofóbico, chapado e delirando
ao ser comido vivo pelos canibais.

Aos doutores residentes e aos doentes terminais,
aos viciados, dependentes e ao sorriso dos globais.

EU, VOCÊ, NÓS DOIS...E QUEM MAIS (ES)TIVER OUVINDO
EU, VOCÊ, NÓS DOIS...SOMOS OS ESTRAGOS UNIDOS

(riff intemediário)

Você é fiel ao que? Quem é teu amigo de verdade?
Quem ou o que você respeita?
Você é humilde ou é covarde?
Você é escravo do desejo?
Ou você pára pra pensar?
Trai quem te ama com um beijo?
Veio pra unir ou separar?

Aviso aos preconceituosos, hipócritas de plantão:
DOMINA O TEU MEDO, DESTRÓI O TEU ÓDIO
OU ELES TE DESTRUIRÃO
Aviso aos preconceituosos, hipócritas de plantão:
DOMINA O TEU MEDO, DESTRÓI O TEU ÓDIO
OU ELES TE DESTRUIRÃO

EU, VOCÊ, NÓS DOIS...E QUEM MAIS (ES)TIVER OUVINDO
EU, VOCÊ, NÓS DOIS...SOMOS OS ESTRAGOS UNIDOS
Track Name: Loucos do outono
Loucos do outono
(Paulo Duarte)

Somos seres imaginários
Imaginados à margem do medo
que sustenta a carne
que alimenta pensamentos loucos

Loucas viagens
Que nos cobram pouco
E nos cobrem o rosto

De desconhecidas coragens
Puseram veneno em meu olhar
Mas mesmo assim estou olhando pro céu

E mesmo assim eu posso enxergar
Tudo o que eu quiser

Andávamos juntos por manhãs vazias
Ríamos tristes nas tardes tão frias

E a noite que vinha nos roubava o sono


Quando éramos nós, "pobres loucos do outono" O amor descansava sobre os nossos ombros

Até descobrirmos que os meus sonhos e os seus sonhos,

Não são sonhos, são enganos.


Puseram veneno em meu olhar Mas mesmo assim estou olhando pro céu

E mesmo assim eu posso enxergar Tudo o que eu quiser


Eu tenho amigos tão perdidos quanto eu Nós somos bichos com feridas semelhantes


Você me diz que quer fugir mais uma vez Mas talvez , mais uma vez, não adiante


É que eu que sempre voei alto E sempre tomei tombos grandes


Tenho fugido toda noite, sem querer saber do que, porque, pra onde (pra onde?)