Vinho de 20

by Simples Rap´ortagem

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about

Vinho de 20 (2015)
Simples Rap'ortagem - www.simplesrap.com
coaxo.com/site/br/vinho-de-20

___________________

Segundo disco da dupla Simples Rap'ortagem (Jorge Hilton e Preto Du), de Salvador, "Vinho de 20" é um trabalho que sintetiza, brinda e comemora os vinte anos de carreira do grupo. Com bases 100% originais, orgânicas e eletrônicas, arranjadas, produzidas e compostas por Gabriel Martini e Pedro Arantes (Coaxo do Sapo), o disco possui referencias de diversos ritmos e estilos musicais.
Do pop ao blues, passando pelo samba e pelo rock, o trabalho resultou numa parceria entre a dupla e a equipe da produtora que deve render ainda outros frutos.
Com participação especial do cantor Saulo Fernandes faixa 5 ("Agenor") e de Guilherme Arantes tocando clavinete na faixa dois )"Sala de justiça"), o disco já obteve ótima repercussão durante sua pré-estreia em Salvador.

credits

released March 3, 2015

FICHA TÉCNICA:
Jorge Hilton e Preto Du - Vocais

Participação Especial:
Saulo Fernandes - Voz - Faixa 05
Guilherme Arantes - Clavinete - Faixa 02

Músicos acompanhantes:
A. C. Babalu - Baixo - Faixas 01, 09 e 11
André Lima - Voz - Faixas 10 e 11 / Coro - Faixa 12
Afro Mooca - Guitarra - Faixa 12 / Voz - Faixa 05
Carlos Antônio Barros de Oliveira - Voz Faixas 06 e 07 / Coro - Faixa 12
Edu Nuñes - Guitarra Baiana - Faixa 03
Guilherme Marques - Guitarra - Faixas 05 e 11
João Trevisani - Guitarra - Faixas 02 e 09
Lucas Diniz - Guitarra - Faixa 06
Mjay - Scratches - Faixas 06, 09 e 11
Plínio Clemente dos Santos Neto - Baixo - Faixa 03
Raphael Martini - Guitarra - Faixa 04 / Cavaco - Faixa 11
Vércia Gonçalvez Conceição - Voz - Faixas 06 e 07 / Coro - Faixa 12

_____________________

Produzido, gravado e mixado nos estúdios da Coaxo do Sapo por Gabriel Martini e Pedro Arantes.

Masterização: Luciano Vassão, Estúdio Master Final;

lançamento: Selo Coaxo do Sapo

© 2015 Coaxo do Sapo (coaxo.com/site/br/)

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Coaxo do Sapo BA, Brazil

Encravada no meio da restinga do litoral norte da Bahia, a Produtora Coaxo do Sapo tem como proposta a geração de conteúdo fonográfico e visual, com foco na imersão total nos trabalhos a serem desenvolvidos. Nosso objetivo como produtora fonográfica é ser um ponto de encontro, um local de produção, possibilitando projetos sem interferências externas, num clima de sossego e paz. ... more

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Track Name: Engraçado pra quem
ENGRACADO PRA QUEM?

Simples Rap'ortagem
Autor: Jorge Hilton e Preto Du

Maria Paula: “Piada racista eu não to nem aí, agora piada sem graça... fala sério”

Limite, respeito, atenção
Ter ou não ter, eis a questão?
“Eu perco o amigo mas não perco a piada”
Quem nunca ouviu? Deixa minha boca calada
Olha para o próprio umbigo
Sem pensar no outro e achar divertido
O que é censura? Quem responde?
King-Kong, Pica-Pau ou James Bond?
Nem 8, nem 80 para pensar
Máscara cai, preconceito a se revelar
Gay, religião, raça, deficiência
Humor desbotado, triste tendência
PÉdofilia NÃO, MÃOdofilia SIM
Com graça ou sem? O que é bom ou ruim?
O humor será livre pode crer
Até uma babá espancar o seu bebê
O limite de uma piada pode ser, vamo lá
O de um dente no lugar
Politicamente correto? Indecência?
Julgar é mera questão de conveniência

Cadê o limite do humor? Quem é que pode responder?
Cadê o limite do humor? Quem é que pode responder?
Engraçado pra quem? Tamo aí querendo entender
Engraçado pra quem? Tamo aí querendo entender

Toda censura é limite, mas nem todo limite é censura
Quem quiser que acredite na bondade natural da criatura
“É proibido proibir”, mas pêra aí
De qual contexto você ta a se referir?
Humor livre, sem barreira sem ataque
Uma bomba sorriu pra Hiroshima e Nagasaki
Com quantos centarro se perde a paciência?
Com quantos centarro se conquista coerência?
Comediante ou humorista?
-Tem horas que cai bem um terrorista
Fez o povo morrer de rir e na saída
Morreu com uma bala perdida
Alguém ficou com coração ferido?
E a liberdade, de expressão do bandido?
Ta com pena?
Me empreste pra fazer cócegas em Jurema
Pena de galinha
Não esquece de mandar lembranças a vovozinha
Vixi ela ta no céu, deixa prá lá
No dos outros é refresco, vamo refrescar

Cadê o limite do humor? Quem é que pode responder?
Cadê o limite do humor? Quem é que pode responder?
Engraçado pra quem? Tamo aí querendo entender
Engraçado pra quem? Tamo aí querendo entender

Isso foi só uma brincadeira
Como a de quem fez do Índio Galdino uma chaleira
Palavras, ferem mais do que pistolas
Como é que se pratica o bullying nas escolas?
Quem é mesmo que gosta do seu show meu rapaz?
“Lavo minhas mãos... Jesus ou Barrabás”? -“Barrabá”!
Mais tarde tem show de stand up minha gente
Melhor nem botar acesso pra deficiente

Nem pra gay, nem pra mulher...
E chamar mulher de vadia, cachorra, piriguete, é ou não desrespeitoso? é ou não politicamente correto? Que nada rapaz, se a piada for engraçada ta tudo certo né não Maria Paula?!
Track Name: Sala de justiça
Sala de Justiça
Simples Rap'ortagem
Autor: Jorge Hilton


Liguei a TV pra assistir o jornal
Reportagem sensacional
Super Amigos vieram conhecer o Brasil
Mas roubaram seus super poderes e partiram a mil
Quem assumiu ganhou supremacia
Não é mutante, mas ta cheio de anomalia
Super gêmeos ativar!
O bacanal começou pra não mais parar
Tem pizza, wisk azul
Black label, red bul
Cialis, pó mimoso
Casa da Mãe Joana o fogo ta gostoso
O troca, troca nessa festa é fenomenal
Suingue, orgia, foro especial
Prerrogativa, alegria, isenções
Arrogância, privilégio, parque de diversões
Super homem togado agita
Enchendo a cara de criptonita
Acima do bem e do mal
Na tribuna cada qual monta seu arsenal

Enquanto isso na sala de justiça, a (Ouh, Iéh) – (4x)

Poderosa suruba
Tipo Titânic nem Deus afunda
Ninguém trisca, liga imbatível
Na lista, Homem Invisível
Lanterna Verde pra farejar dólar
O Chefe Apache faz chover na cartola
Quem ameaça o Samurai degola
Batman e Robin (hu!) pra bater uma bola
Eles não são Romário
Não nos dão alegria, mas ganham super salários
Inversão
Não são professores mas ensinam lição
De ser super nunca ir em cana
Estilo Aquaman nadando em grana
Blindado contra prisão
Roubam muito e tem super proteção
Contra devolução
Constrangimento, exoneração
Desconhece demissão sim Sinhô (ô)
Demissão só se aplica a trabalhador

Enquanto isso na sala de justiça, a (Ouh, Iéh) – (4x)


Descobriram que impunidade gera imunidade
Os super caras de pau estão a vontade
Super poderosos com cheiro de vômito
Nunca assopram bafômetro
Podem de carro te atropelar
Vão fugir e ainda vão ganhar
The Flash poder, de se aposentar
Receber sem trabalhar
Difícil mas pode acreditar
Receber sem trabalhar
Eu vou tabicar, eu vou tabicar, eu vou tabicar, eu vou tabicar
Pra essa gente, tabica, tabica (4x)
Tio Joaquim falou, sempre haverá exceção
Herói com a coluna “pôde”, nem todos são
Mulher Maravilha nem todas são
Luislinda nem todas são
O bombeiro é o povo, possas crer
Quem será que vai nos defender?
Quem será a retada ou retado?
Dilma, Jean Willis ou Chapolin Colorado?


Enquanto isso na sala de justiça, a (Ouh, Iéh) – (4x)
Track Name: Bocada
Bocada

Simples Rap'ortagem
Autor: Jorge Hilton


Capital baiana... Maior concentração de bocadas da America Latina. O comércio indiscriminado se expande e é sustento de centenas de famílias. Nas ruas, esquinas, nas praias... ao ar livre

Que adianta proibir de vender?
Por acaso, existe vicio sem prazer?
Quando a crise de abstinência traz embaraço
Então caio de boca e me refaço
Dependência bacana
Patrimônio da culinária afro-baiana
Bola de fogo, Akara, sabe como é
Popularmente conhecido como acarajé
Comer de mão, no bocão, acalma
Se faz bem pro coração não sei, mas pra alma
Tem que saber comer pra repetir
Ta pra existir maior dilícia que isso aqui

Só na bocada, só na bocada
Coisa gostosa só se come na bocada
Só na bocada, só na bocada
Coisa gostosa só se come na bocada

Prazer com dendê, que loucura
Só na bocada, com ou sem dentadura
Abará também traz um sorriso
Sentimento de culpa, amenizo (como?)
Integral, (como?) salada sem vertigem
Linhaça, azeite de oliva extra virgem
Mas o desejo de cair de boca
No quitute, deixa minha mente louca
Com caruru, xinxim, o povo inventa é arte
Tem até de soja - pra se vender em marte
Não há mal, prefiro o tradicional
Quando é do bom, mesmo puro é fenomenal
A baiana não aceita cheque
Um bom acarajé, melhor que 10 Big Mac
Pela boca te conquista, deixa viciada
O segredo da paixão ta na bocada.

Só na bocada, só na bocada
Coisa gostosa só se come na bocada
Só na bocada, só na bocada
Coisa gostosa só se come na bocada


Bambaataa veio a Bahia quase chorou
Quis provar, mas o colesterol não deixou
- Se comer morre, se não comer do mesmo jeito
Aproveita minha tia é seu direito
Com vatapá, camarão e - tempero famoso
- Salada com tomate maduro fica mais gostoso
Na Liberdade tem de 1 kilo é sensação
A galera faz aposta, que tentação
Meta o bocão, preocupação que nada
É fritura, mas quando a mente ta saturada
Capricha baiana, com bastante pimenta
Eta zorra! quem vê não se aguenta
Quem não precisa de uma dose de ilusão?
Sempre tem argumento pra se render a compulsão
É feito com feijão, tem ferro! - que virtude
Bocada, com sabor e saúde

Só na bocada, só na bocada
Coisa gostosa só se come na bocada
Só na bocada, só na bocada
Coisa gostosa só se come na bocada
Track Name: Vinho de 20
Vinho de 20

Simples Rap'ortagem
Autor: Jorge Hilton

Fazendo musica estilo Ricardo Boechat
Roberto Cabrini, Caco Barcellos, Goulart
“Vem comigo”

Século XX já passou e eu cheguei agora
Situando quem ta por fora
Com um chip do futuro na memória
Cheguei pra balançar e quem sabe fazer história

Abençoado por não ter padrinho mas por ser persistente
Por ter asas grandes, não gostar de corrente
Como Villa Lobos, ousadia na mente
Landell de Moura, Abdias nas idéias contundentes
Consegui me libertar da mochila
Me permitir pós graduação e tequila
Ouvir de quem tem o brilho na pupila
“Vocês tem esse tempo todo! Putisgrila!”
Engenhoso como Chico, Leonardo da Vinci
Causando a lá Tarcila do Amaral e Leminski
Sou simples, mas não dispenso requinte
Ta na hora de abrir esse vinho de 20

Século XX já passou e eu cheguei agora
Situando quem ta por fora
Com um chip do futuro na memória
Cheguei pra balançar e quem sabe fazer história

Tentando suingar como Marku Ribas
Tentando educar como Brecht, Paulo Freire
Rimar como rimaria Chaplin
Desconsertar como Saramago, Almodóvar
Black como o pai do rock e o rei do baião
Póstumo, como Itamar Assumpção
Posso ser tradição, Ticoãs, Caetano
Tipo um Rolling Stones do rap baiano
Multi, Mautner, Mestre Didi
Um Cheikh, estilo Anta Diop, Rita Lee
Que nem Bambaataa, escutando até de japonês:
“Não curtia rap até conhecer vocês”

Século XX já passou e eu cheguei agora
Situando quem ta por fora
Com um chip do futuro na memória
Cheguei pra balançar e quem sabe fazer história

Duplo sentido pra quem tem o sexto desenvolvido
Como Nietzsche, Azulão, um tanto desconhecido
As vezes cego como as três irmãs da Paraíba
Sampleio Regina Casé pra ficar, de bem com a vida
Aprendiz de Elis, aprendendo a jogar
Com Terezinha e Lindalva to a embolar
Sua cuca, como Freud, Joel Zito, Michael Moore
Glauber Rochiando de norte a sul
Como Tom Zé, Ney Matogrosso, experimenta
Vinho de 20 hoje, amanhã vinho de...
Vestindo Gil e Raul como se veste um jens
Regendo o próprio destino como João Carlos Martins

Século XX já passou e eu cheguei agora
Situando quem ta por fora
Com um chip do futuro na memória
Cheguei pra balançar e quem sabe fazer história

Sonhos não envelhecem, fatos falam por si
Estranhou a Simples Rap’ortagem ainda por aqui?
Pode crer, se manter a tanto tempo no jogo
Ta no sangue de quem herda a resistência de seu povo
Pensou que era novo, não deixa de ser
Nunca ouviu? quem se renova tende a permanecer
Sentiu firmeza? é porque é verdadeiro
Um guerreiro nunca se apega ao que é passageiro
Track Name: Agenor feat. Saulo Fernandes
Agenor

Simples Rap'ortagem
Autor: Preto Du

Diz que vai me esperar mesmo que não espere
Fala que sou sua vida, seu mundo, exagere
Esse é o oxigênio do meu bom humor
Viva o memento seja ele como for
Se o futuro nem existe ainda
E sinceramente ele me desanima
Porque eu posso ter tudo, mas posso não ter nada
Preciso de um passatempo nessa estrada
Alguém que me elogie ou que conte uma piada
Uma cerveja, uma coxinha ou empada
A depender da fome é o melhor banquete
Eu to com fome de vida, me atira nela sem colete
Tenta fazer eu me sentir o primeiro
Diz que me quer por inteiro (2x)

Eu quero morrer de amor
Gritar mais alto que qualquer torcedor
Meu coração acelera em qualquer alô
Porque eu sou exagerado como o Agenor

Sou bom ator, finjo bem
Mas meu olho não disfarça quando gosto de alguém
O meu bom dia é um depoimento
Minha vida se resume ao momento
Esperar me causa angustia, angustia causa inspiração
A vida é uma espera em construção
Cada azulejo é um palco, cada palco uma situação
Eu sou refém da minha própria atuação
Eu reparei no seu rosto e em cada bordado
Enquanto você dorme, eu sonho acordado
Faço do ônibus a minha limusine
E do futuro, cada metro que se aproxime
Então me abraça, abraça forte
Chame minha atenção mais que um holofote (2x)

Eu quero morrer de amor
Gritar mais alto que qualquer torcedor
Meu coração acelera em qualquer alô
Porque eu sou exagerado como o Agenor
Track Name: Dente podre
Dente Podre

Simples Rap'ortagem
Autor: Jorge Hilton

É isso Doutor, alguém me falou que o senhor é o melhor
Minha esperança vai de mal a pior e ninguém resolve essa dor
Que eu sinto sempre que vou almoçar, agonia no meu olhar
Há quem consiga se acostumar, conviver com esse estado de horror
Eu só peço ao senhor que me tire esse mal,
Oi Doutor me tire esse mal, faz tempo que eu não almoço legal
Sinto a moqueca de bacalhau, eu só quero poder de assistir minha paz
Direito de almoçar em paz, esse dente me enche de mais,
Me diz por favor se o senhor é capaz
- Capaz de mostrar solução do problema que eu tive que recorrer: ao Simples Rap

Tira, se liga, olha o Bocão dente podre na Mira
Tira, se liga, olha o Bocão dente podre na Mira
Tira, se liga, olha o Bocão dente podre na Mira
Tira, se liga, Bocão

Meu filho abre o bocão, o seu problemão ta na mira,
Chovê a situação, humm, eis a questão (os homi pira)
Tava na cara qual era o mal, já vi antes é real
Seu problema é de canal meu filho
O problema é canal
Não vou menti pra você, custa caro resolver
Mas deixar como ta não dá
Vamos ver o que podemos fazer
Eu tenho um plano decente:
Que tal um atentado nesse dente? Sem
Anestesia, a cirurgia será surpreendente
Vem cá assistente, traga luva e principalmente a broca
No pé do ouvido, com fio dental esse dente a gente enforca
- Enforca e resolve logo de uma vez, minha paz de volta quero ter: com o Simples Rap

Tira, se liga, olha o Bocão dente podre na Mira
Tira, se liga, olha o Bocão dente podre na Mira
Tira, se liga, olha o Bocão dente podre na Mira
Tira, se liga, Bocão
Track Name: Privilégio de macho
Privilégio de Macho

Simples Rap'ortagem
Autor: Jorge Hilton

Quando eu tiver que reencarnar novamente, não venho mulher
Eu venho homem, não tenho peito, sabe como é
Minha coragem é pra assumir que somos muito mais fracos
Muito mais frescos, não depilamos o sovaco
Se o cabelo tá branco, eu sou charmoso ela é idosa
Se tenho barriga, é charme, ela é gorda, longe de gostosa
Livre para curtir a brisa (eu sou)
Andar a vontade, no calor, sem camisa (eu vou)
Ela não pode nem mesmo vestir o que quer
"Quer ser abusada", quem nunca ouviu isso de um mané?
A Amélia, de saia curta se atrapalha
Com a identidade feminina resumida à genitália
Quem de nós suportaria?
Já pensou ser agredida e ainda ouvir deboche na delegacia?
Encaro o MMA, pego no fuzil
Vou pra guerra, mas reencarnar mulher é barril

Quero manter, meu privilégio de fraco
Mas macho, mas macho
Quero manter, meu privilégio de fraco
Mas macho, porém macho
Quero manter, meu privilégio de fraco
Mas macho, macho
Quero manter, meu privilégio de fraco
Mas macho, porém muitomacho

Quando o assunto é concepção,
Seu corpo não é seu, é da religião
Se não tem grana, arrisca a vida em cada aberração
Até a ciência, tá do nosso lado, irmão
Descobrem a cura da AIDS, câncer, imagina
Mas não criam uma pílula masculina
Até com os nove meses, com peso, ainda samba
Vá ser forte assim na casa do caramba!!!
TPM, dor de parir, perder a virgindade
Anorexia em nome da vaidade
Chego aos 40 solteiro, ninguém liga
Basta ela tá de roupa errada: ih, olha a barriga!
Sua fila no banheiro é formigueiro em formação
Seu futebol tem arte, mas não arrasta multidão
Quem sabe no futuro a gente se eduque
Quem sabe noutra vida essa letra caduque

Refrão

Andar de salto apertado, saber cozinhar
Trabalhar fora, ainda ser rainha do lar
Estudou duas vezes mais, ganha duas vezes menos
Se ela é alta, qual macho pisa nesse terreno?
Vá entender, é mais prudente no volante
Mas a fama que leva é preocupante
Longe quero tá desse julgamento cruel
Continuar com o meu privilegiado papel
Vendo a gramática, privilegiando nós
Elas são muito melhores, mas respeito tá em nossa voz
De autoridade masculina, a começar por Deus
Mas se Deus é homem ou mulher, a vida não respondeu
Elas precisam de bolsa, eu apenas de bolso
Cadê a banda feminina famosa, seu moço?
Se tô na festa, pego dez, eu sou o miserê!
Se ela fica com o segundo, a fama vai correr
A maioria, com intelecto de invejar
Conhece Freud, mas não o caminho de gozar
Track Name: Reessa e Kipô
Reesa e Kipô

Simples Rap'ortagem
Autor: Jorge Hilton

Reessa é uma menina muito danada
Uma chinesa fascinada
Em manter a tradição da sua nação
Prosperar em outro país, melhorar a condição
Seus pais fizeram isso no Paraguai
Ela veio pro Brasil, ela quer mais
Desembarcou na terra do dendê
Que ela só gostou pois serviu, pra vender
A missão é derrubar
A concorrência, se proliferar
Mas se deparou
Com uma barreira
Essa barreira se chama Kipô
De família, angolana que ali montou
A mais famosa loja da redondeza
O destino de ambição prometia surpresa

Reessa, Kipô
Reessa, Kipô
Kipô, Kipô, Kipô Reessa

Reessa se articula com os seus, dissemina
Variedades, produtos da China
Eles chegam como quem não quer nada
Compram tudo, logo tem dominada
A região, todas as lojas em suas mãos
Kipô foi o único, disse não
Tornou-se calo nos planos de Reessa
Que tinha uma meta, não queria conversa
Golpe de mestra
Fez Kipô se divorciar
Seduzido
Pela chinesa
Em seu nome a loja da família Kipô
Com um chute na bunda se consagrou
Um plano, secreto, político se aproxima
Os países do mundo colônia da China

Reessa, Kipô
Reessa, Kipô
Kipô, Kipô, Kipô Reessa

Começou com uma loja na Baixa dos Sapateiros
Em 20 anos nenhuma pertencia a brasileiros
Rede de um povo de olho esticado
Exigente, discretos, desconfiados
Aceitava cartão, mas não cheque
Piratearam o CD do SimplesRap
Será que eles tem pacto com o capeta?
Eles estão dominando o planeta

Reessa, Kipô
Reessa, Kipô
Kipô, Kipô, Kipô Reessa
Track Name: Hasta la vista
Hasta la vista

Simples Rap'ortagem
Autor: Jorge Hilton e Preto Du

Sou o exterminador do futuro
Enviado pra exterminar e é assim que eu curo
Assim que eu limpo toda essa sujeira
Hasta La vista baby, vai para lixeira
Cheguei na terra peladão, descalço com o pé no chão
Fui chamando atenção, seguindo na contra mão
E no caminho consegui roupas, locomoção
E é claro, o mais importante, arma e munição
Botei meu jaquetão, meu óculos e segui em frente
E a primeira vítima apareceu de repente
Com o carro estacionado, porta mala aberto
Mal intencionado, se achando esperto
Botou o som no talo, com uma canção que dizia
Que mulher era cachorra, e que subia e descia
Automaticamente o meu sensor foi acionado
Clik clek bum, foi o primeiro exterminado

Hasta la vista baby, baby hasta la vista
Eu sou o exterminador que vai limpando a pista
Hasta la vista baby, baby hasta la vista
Eu sou o exterminador que vai limpando a pista

Fechei o porta malas e mudei o som
Meu Q.I é elevado, eu quero rap do bom
Girei a ignição e botei na primeira
Segui em frente, chega de ouvir besteira
Só que o segundo alvo, veio na próxima curva
Era o marido de uma futura viúva
Ele batia e ela gritava
Ei vacilão, se tu é homem mesmo me encara
E a família, já pode alugar uma van
Pra levar todos pro enterro que vai ser amanhã
Sensor apita, nova missão
Atenção
Meu nojo criará um circo de horrores
Vou detonar empregados que se portam como empregadores
Vou legislar em causa particular
Olho por olho, dente por dente, vamos começar
Eles não querem papo com a educação
Multiplicam consumidores, diminuem cidadãos
Eles não medem, esforços na dissimulação
Aumentam cargos, salários e o ódio da nação
Eles estão a usar, terno e gravata
Seu mandato condena, eu vou incinerar
Se a pressão popular, não se manifestar
Sem acordo, é hora o bicho vai pegar

Hasta la vista baby, baby hasta la vista
Eu sou o exterminador que vai limpando a pista
Hasta la vista baby, baby hasta la vista
Eu sou o exterminador que vai limpando a pista

Sensor aponta seguir para o sul
Animais no cio a serem castrados dentro de um buzú
Quando cheguei, estavam tirando o sutiã
Será que não tiveram mãe ou irmã?
-Não importa, diante da dor exposta
Não fomos programados pra buscar resposta
Executar, limpar, essa é a nossa missão
A sentença: sofrer a mesma situação
Livros sagrados são várias páginas de cem
Eles pregam em nome de quem?
Pedir dízimo ou voto, qual melhor esquema?
Juízo final: vamos resolver esse problema
O pastor não era alemão, mas não importa raça
Se maltratar animal, a gente arregaça
E a quem ta fazendo merda, despercebido não passa
Está aberta (agora) a temporada de caça

Hasta la vista baby, baby hasta la vista
Eu sou o exterminador que vai limpando a pista
Hasta la vista baby, baby hasta la vista
Eu sou o exterminador que vai limpando a pista

Hasta la vista baby, baby hasta la vista
Eu sou o exterminador que vai limpando a pista
Hasta la vista baby, baby hasta la vista
Cuidado , cê pode ser o próximo da lista
Track Name: Professor virtual
Professor Virtual

Simples Rap'ortagem
Autor: Jorge Hilton

Se eu escrevo errado ele logo corrigi
Sempre ao meu lado, quase não me exige
Só me exige que eu saiba o que quero
Me ajuda num piscar de olhos sem lero, lero
Se faço uma pergunta sem noção
Ao invés de desaforo, me enche de informação
Me dá muita opção que eu fico tonto
Tanta liberdade de escolha me causa confronto
Aprender e colher imediatamente os frutos
Conhecer o planeta em minutos
Me ensina a ser autodidata, qual importância?
Será o futuro da educação a distância?
Mas ele nunca ta longe, muito menos ausente
Professor do futuro no presente
O que é virtual e presencial?
Esse mestre me confunde, é filosofal

Ô; ô,ô,ô; ô,ô,ô
Google é meu professor
Ô; ô,ô,ô; ô,ô,ô (google, google)

Se antecipa aos meus pensamentos, que jogada
E não me cobra nada: quase nada
A sensação é que sabe mais de mim do que eu
Cria desejo que minha mente não escolheu
Quando a esmola é demais o santo se aproveita
Não vive sem propaganda, qual é sua receita?
Pra que confie nele como ninguém?
Possui até o que minha mulher não tem
Minhas senhas, meus inventos
E se bobear, a maior parte do meu tempo
TV, rádio, satélite, livro, internet ou rua
Logo mais ele estará na lua
Fala com pessoas com ou sem deficiência
É pela inclusão, é contra ineficiência
Poliglota, me ensina nova língua a cada ano
Logo mais, aprendo a falar em marciano

Ô; ô,ô,ô; ô,ô,ô
Google é meu professor
Ô; ô,ô,ô; ô,ô,ô (google, google)

Meu professor sabe tudo onde será que ele se formou?
Ele é famoso, rico, é empreendedor
Sobre ele ouço tantos rumores
Investe em cada coisa, até na bolsa de valores
Meu profi é incrível
Se reinventa, se supera parece imbatível
Parece que nunca vai ficar velho
Será que chegará a idade do evangelho?
Ensinar através do exemplo é sua rotina
Não dorme, deve ser movido a cafeína
Ele é brother, democrático
Cabeça de calculadora é matemático
Estimula meu prazer e talento
Posso pesquisar e jogar ao mesmo tempo
Ele é riqueza que não se consome
Como o Simples Rap’ortagem diferente até no nome

Ô; ô,ô,ô; ô,ô,ô
Google é meu professor
Ô; ô,ô,ô; ô,ô,ô (google, google)
Track Name: Batom
Batom

Simples Rap'ortagem
Autor: Preto Du

Ela é trabalho, ela é batom
Sabe dizer não e sabe o que é bom
Ela é perfume, ela é suor
É uma canção que eu não sei de cor

Ela é tão forte que eu nem sei se chora
É tão decidida por dentro e por fora
Ela é tão linda até quando soluça
É sempre bem vinda, aonde chega aguça
Os olhares e as glândulas salivares
Ela é a poesia dos sucessos populares
E eu? Sou pirata desvendando os 7 mares
Enxergando ela em todos os pares
Sou cientista em busca de uma meta
Ela é meu grito de liberdade, Eureca
Sou cientista em busca de uma meta
Ela é meu grito de liberdade, Eureca

Ela é trabalho, ela é batom
Sabe dizer não e sabe o que é bom
Ela é perfume, ela é suor
É uma canção que eu não sei de cor

Uma canção de acordes complicados
Destino, dos meus verbos gaguejados
Ela é malícia, mas é caridosa
É educada, mas é orgulhosa
Ariana ou leonina
Ela é o zodíaco, ela é feminina
É uma história de feliz para sempre
Uma leoa no peito e ventre
Ela é daquele tipo de mulher
Que quebra o salto e continua em pé
Ela é daquele tipo de mulher
Que quebra o salto e continua em pé

Ela é trabalho, ela é batom
Sabe dizer não e sabe o que é bom
Ela é perfume, ela é suor
É uma canção que eu não sei de cor
Track Name: Se a vida é curta
Se a vida é curta

Simples Rap'ortagem
Autor: Preto Du

Se a vida é curta, então vamos curtir
A hora é agora e o lugar é aqui
Se nós podemos então vamos sorrir
Se temos cores, porque não colorir?

Relaxa a mente do jeito que quiser
Numa balada ou num calor de um chalé
Relaxa o corpo do jeito que puder
Beijo na boca ou uma massagem no pé
Vou preparar uma boa refeição
Comer deitado no tapete no chão
Uma pipoca vendo televisão
Uma comédia ou filme de ação
Vou escolher a melhor roupa pra usar
Passar um perfume e botar meu colar
Chamar os amigos e ir a qualquer lugar
Que tenha música e alguém pra olhar

Se a vida é curta, então vamos curtir
A hora é agora e o lugar é aqui
Se nós podemos então vamos sorrir
Se temos cores, porque não colorir?

Quero dormir de baixo do cobertor
Ou numa rede pelado no calor
Curtir uma praia seja lá onde for
Ficar com cheirinho de protetor
Se tem problema vou tentar resolver
Se não consigo vou tentar esquecer
Se é complicado, então eu tento entender
Se é impossível, tudo bem, Namastê!
Pra terminar não poderia faltar
Uma gelada numa mesa de bar
Fazer um churrasco e também viajar
Voltar pra casa e lar doce lar

Se a vida é curta, então vamos curtir
A hora é agora e o lugar é aqui
Se nós podemos então vamos sorrir
Se temos cores, porque não colorir?